12 de Agosto, 2026 13h08mSegurança por Rádio Agência Nacional

Polícia do DF realiza operação contra falsificação de anabolizantes

A Polícia Civil do Distrito Federal realiza, nesta quarta-feira (12), uma megaoperação em oito estados e no DF contra uma rede interestadual de fabricação e distribuição de anabolizantes. Estão sendo cumpridos 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 32 milhões em contas bancárias. Pelo menos 30 pessoas foram presas, incluindo sete foragidos no Paraguai. Entre os alvos estão empresários, influenciadores, treinadores, nutricionistas, biomédicos, veterinários e farmacêuticos

A Polícia Civil do Distrito Federal realiza, nesta quarta-feira (12), uma megaoperação em oito estados e no DF contra uma rede interestadual de fabricação e distribuição de anabolizantes.

Estão sendo cumpridos 43 mandados de prisão e 64 de busca e apreensão, além do bloqueio de R$ 32 milhões em contas bancárias. Pelo menos 30 pessoas foram presas, incluindo sete foragidos no Paraguai. Entre os alvos estão empresários, influenciadores, treinadores, nutricionistas, biomédicos, veterinários e farmacêuticos. A operação Narciso acontece no DF e em estados como Paraíba, Acre, Minas Gerais e Paraná.

O grupo é suspeito de produzir substâncias hormonais, diuréticos e estimulantes de forma caseira e precária, em residências e depósitos improvisados, sem qualquer controle de higiene, pureza ou segurança sanitária.

O delegado Rodrigo Carbone, da Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, explica como funcionavam os laboratórios piratas.

"Eles adulteram essas mercadorias, importam esses produtos do Paraguai de forma clandestina, os insumos para essa produção, e a partir daí eles fabricam em fundo de quintal. Esses anabolizantes são despejados no mercado nacional. E essas falsificações de anabolizantes hoje elas são 80% do mercado de consumo desses anabolizantes. Muito pouco do que se consome hoje de anabolizante no Brasil tem origem genuína pura. Por isso o expressivo lucro desses laboratórios."

O grupo usava laranjas, empresas de fachada, contas de passagem e sites de apostas para converter e transferir os valores.

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A estrutura era completa, contava com gráfica, academias, depósitos e farmácias de manipulação. O delegado Rodrigo Carbone destaca que os suspeitos ostentavam uma vida de luxo.

"Esses grupos têm um padrão de vida bem elevado. Eles viviam ostentando em bairros nobres do Brasil. Aqui em Brasília não foi diferente. A gente fez as prisões em várias localidades aqui em imóveis de altíssimo padrão. Vários carros importados foram também sequestrados, apreendidos. Também artigos de luxo aqui no Distrito Federal, como também nos outros estados."

A polícia apreendeu 25 carros importados, relógios de luxo, documentos, joias, celulares, dinheiro em espécie e frascos de anabolizantes. Além disso, 13 estabelecimentos comerciais e laboratórios foram interditados e 22 perfis em redes sociais bloqueados.

 

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