15 de Abril, 2026 15h04mPolítica por Rádio Agência Nacional

Oposição pede vista e votação da PEC que derruba escala 6x1 é adiada

Um pedido de vista da oposição adiou a votação da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 de trabalho. Era o único item da pauta na Comissão de Constituição e Justiça. O relator, deputado Paulo Azi, do União da Bahia, leu o parecer favorável à proposta que é ampla. Adota o esquema de cinco dias trabalhados com dois de folga para diversos setores e sem a redução de salário

Um pedido de vista da oposição adiou a votação da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 de trabalho. Era o único item da pauta na Comissão de Constituição e Justiça. O relator, deputado Paulo Azi, do União da Bahia, leu o parecer favorável à proposta que é ampla.

Adota o esquema de cinco dias trabalhados com dois de folga para diversos setores e sem a redução de salário.

⏩ Ouça também: Governo envia projeto que prevê fim da escala 6x1 em regime de urgência ao Congresso

A base aliada fez um apelo pela aprovação e criticou o pedido de vista. A deputada Érika Hilton, do PSOL de SP, arrematou.

"Fazem isso porque são inimigos do povo, fazem isso porque são contra os direitos da classe trabalhadora, fazem isso porque estão aqui dentro para atender apenas aos interesses dos empresários e do setor produtivo. Não poderão conter a força do movimento organizado que sustenta esta economia nas costas. A economia não é só número. A economia é a força de trabalho apresentada pela classe trabalhadora que está organizada, está mobilizada, fez pressão."

A votação da PEC foi mantida mesmo depois de o governo ter encaminhado um projeto de lei sobre o mesmo assunto. Agora é saber qual proposta vai tramitar mais rápido. Um dos autores do pedido de vista, o deputado Lucas Redecker, do PSD RS, criticou.

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"O governo ontem, na minha avaliação, apresentando um projeto de lei, ele enterrou a condição do debate dessas PECs. Porque, pelo nosso regimento interno, nós temos até 40 sessões para debater uma comissão especial. O prazo que o governo protocolou do regime de urgência será até 45 dias. No dia de hoje, 44 dias. Ou seja, não se vencerá o tempo hábil de debater na comissão especial o prazo dessas PECs."

A PEC, depois de aprovada na CCJ ainda vai para Comissão Especial e depois para o plenário. São dois turnos de votação com pelo menos 308 votos em cada. Já para um projeto de lei, basta maioria. E com a urgência constitucional, isso tudo precisa ser feito em 45 dias na Câmara e em 45 no Senado. A deputada Talíria Petrone, do PSOL do Rio resumiu: PEC ou PL, o importante é votar rápido.

"Os dois podem caminhar paralelamente, o mais importante é que a gente saia desse processo com essa agenda consolidada."

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