16 de Outubro, 2025 09h10mMeio Ambiente por Rádio Agência Nacional

Mais da metade dos brasileiros nunca ouviu falar na Agenda 2030 da ONU

Mais da metade dos brasileiros nunca ouviu falar dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas. É o que diz uma pesquisa do Instituto Cidade Sustentáveis, que ouviu 2 mil pessoas em 132 municípios e foi divulgada nesta quinta-feira (16). O documento, assinado em 2015 por mais de 190 países, tem 17 objetivos e 169 metas para a melhoria das condições de vida e do planeta. São temas como erradicação da fome, saúde, educação, trabalho, paz, meio ambiente, entre outros

Mais da metade dos brasileiros nunca ouviu falar dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas. É o que diz uma pesquisa do Instituto Cidade Sustentáveis, que ouviu 2 mil pessoas em 132 municípios e foi divulgada nesta quinta-feira (16). O documento, assinado em 2015 por mais de 190 países, tem 17 objetivos e 169 metas para a melhoria das condições de vida e do planeta. São temas como erradicação da fome, saúde, educação, trabalho, paz, meio ambiente, entre outros.

De acordo com o coordenador de relações institucionais do Instituto, Igor Pantoja, é importante que a população conheça o assunto para avaliar as políticas públicas e o impacto para atingir as metas. A pesquisa mostrou que diminuiu a visão positiva sobre alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável desde 2017 para cá. Igor Pantoja acredita que isso pode ser um reflexo do período em que a Agenda 2030 perdeu prioridade no país em governos anteriores:

"Foi retomada com a atual gestão federal 2022, 2023, mas isso não teria sido suficiente para incorporar, de fato, essas questões como essenciais para a população. Muitas vezes porque também a gente não vê as políticas públicas ou as ações concretas do poder público ou mesmo de outras organizações da sociedade, indo nesse sentido", diz.

Os entrevistados consideraram os objetivos relacionados a saúde, pobreza, fome e educação os mais relevantes. Pantoja diz que são temas muito próximos das pessoas, por isso ganham destaque.

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"Já é conhecido que as prioridades da população são, realmente, essas questões que afetam mais diretamente, ali, a sua vida, em questões absolutamente fundamentais, como a fome, a questão da alimentação, a pobreza, a saúde e a educação, como aquela possibilidade de prosperidade social", completa.

Apesar de os entrevistados apontarem o poder público como responsável pela implementação dos objetivos, o coordenador do Instituto Cidade Sustentáveis diz que o sucesso da agenda depende da parceria entre governo, sociedade civil e setor privado.

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