05 de Maio, 2026 09h05mMeio Ambiente por Rádio Agência Nacional

Florestas degradadas da Amazônia estão se tornando mais vulneráveis

As florestas degradadas da Amazônia estão cada vez mais homogêneas e vulneráveis. Esse é o destaque de um estudo baseado em 20 anos de monitoramento, que mostra que espécies raras e com funções específicas no meio ambiente estão sendo substituídas por espécies menos diversas. O estudo foi realizado por pesquisadores da Yale University, nos Estados Unidos; do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, e da Universidade Estadual de Campinas; e goi publicado no final de abril em uma revista internacional

As florestas degradadas da Amazônia estão cada vez mais homogêneas e vulneráveis. Esse é o destaque de um estudo baseado em 20 anos de monitoramento, que mostra que espécies raras e com funções específicas no meio ambiente estão sendo substituídas por espécies menos diversas. O estudo foi realizado por pesquisadores da Yale University, nos Estados Unidos; do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, e da Universidade Estadual de Campinas; e goi publicado no final de abril em uma revista internacional.

"O que nós observamos foi um aumento significativo de espécies generalistas e que ocorrem em áreas de savana e floresta, o que evidencia muito mais uma homogeneização biótica, que é conduzida principalmente pela redução da diversidade de espécies, do que uma savanização propriamente dita", aponta.

O estudo também aponta que o interior das florestas degradadas recupera a estrutura após a suspensão das queimadas, mas, nas áreas de borda, em contato direto com pastagens e lavouras, a riqueza de espécies chegou a cair entre 25% até 46%. Leandro chama a atenção para o fato de que a vegetação original não retornou, mesmo após 14 anos sem fogo:

"A floresta que renasce, ela é diferente da original, com menor diversidade de espécies e também uma maior vulnerabilidade a um novo evento de fogo, caso ele ocorra, e também elas estão operando desse limiar muito perigoso a eventos severos de seca. Essa alta resiliência florestal não significa que essas florestas tropicais estão bem ou que elas se recuperarão sozinhas", completa.

Publicidade

A pesquisa destaca ainda a função dos animais para a regeneração. Além de parar as queimadas, antas, macacos e aves também atuam como agentes responsáveis pelo reaparecimento da vegetação "especialista", com madeira mais densa e vida longa, essenciais para a captura de carbono e para a regulação hídrica.

*Com produção de Luciene Cruz

2:27

Publicidade

Comentários

Notícias relacionadas

Finep financia estruturação da cadeia produtiva da malva na Amazônia

Um projeto de estruturação da cadeia de produção da malva, planta nativa da Amazônia, será financiado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e In

01 de Junho, 2026

Operação Ágatha neutraliza 60 dragas de garimpo ilegal na Amazônia

Operação Ágatha 2026 foi concluída com mais de 60 dragas de garimpo ilegal neutralizadas na Amazônia. Balanço final da ação foi apresentado em Manaus pelo Comando Conjunto Árpia. A operação

15 de Maio, 2026

Desmatamento na Amazônia cai 17% no primeiro trimestre de 2026

O primeiro trimestre de 2026 fechou com queda de 17% no desmatamento da Amazônia. Os dados são do Imazon. Entre janeiro e março deste ano, a derrubada da floresta amazônica teve uma redução equi

28 de Abril, 2026