São Paulo, 07 de Outubro de 2026
Últimas notícias
GeralSeca ameaça safra da agricultura familiar em mais de 190 municípios do paísGeralDrogas nos municípios: 80 dos 92 municípios do Norte consultados em estudo não têm conselho específicoGeralINSS garante pagamento a mulheres afastadas do trabalho por violência domésticaPolíticaGarotinho desiste de recurso no TSE e abre caminho para vitória de Douglas Ruas no primeiro turnoGeralDrogas nos municípios: 293 dos 385 municípios do Nordeste consultados em estudo não têm plano específicoEsportes"Elas em campo" é tema do Caminhos da Reportagem desta segunda-feiraAgronegóciosCafé, açúcar e milho: confira cotações para esta segunda-feira (5)AgronegóciosBoi gordo, frango e suíno: confira cotações para esta segunda-feira (5)AgronegóciosSoja e trigo: confira os preços dos grãos para esta segunda-feira (5)PolíticaDr. Furlan é eleito governador do Amapá em primeiro turnoGeralSeca ameaça safra da agricultura familiar em mais de 190 municípios do paísGeralDrogas nos municípios: 80 dos 92 municípios do Norte consultados em estudo não têm conselho específicoGeralINSS garante pagamento a mulheres afastadas do trabalho por violência domésticaPolíticaGarotinho desiste de recurso no TSE e abre caminho para vitória de Douglas Ruas no primeiro turnoGeralDrogas nos municípios: 293 dos 385 municípios do Nordeste consultados em estudo não têm plano específicoEsportes"Elas em campo" é tema do Caminhos da Reportagem desta segunda-feiraAgronegóciosCafé, açúcar e milho: confira cotações para esta segunda-feira (5)AgronegóciosBoi gordo, frango e suíno: confira cotações para esta segunda-feira (5)AgronegóciosSoja e trigo: confira os preços dos grãos para esta segunda-feira (5)PolíticaDr. Furlan é eleito governador do Amapá em primeiro turno
GERAL

Seca ameaça safra da agricultura familiar em mais de 190 municípios do país

Balanço de setembro de 2026 aponta mais de 190 municípios em situação crítica devido à estiagem, afetando diretamente as culturas de milho e feijão de sequeiro

B

Brasil 61

Seca ameaça safra da agricultura familiar em mais de 190 municípios do país
Foto: Maginific (Freepik)|Créditos: Brasil 61

O mais recente balanço do Cemaden, referente a setembro de 2026, sobre o risco de seca na agricultura familiar acende o sinal de alerta para as lavouras que iniciaram a semeadura em julho e encerram o seu ciclo em setembro. Segundo o órgão, 170 municípios brasileiros foram mapeados com risco alto de seca distribuídos entre as regiões Nordeste com 131, Norte com 34 e Centro-Oeste com 5. E outros 27 alcançaram o patamar de risco muito alto, sendo 26 no Nordeste e 1 no Norte. O cenário gera forte apreensão para os cultivos de sequeiros não irrigados de milho e feijão. 

Em comparação com o mesmo período de 2025, houve um salto na gravidade dos dados para as lavouras iniciadas em julho, quando o país contava com 32 municípios em risco alto e nenhum em risco muito alto. Por outro lado, para os plantios mais recentes iniciados em agosto e setembro de 2026, observou-se uma redução no número de municípios com risco alto e moderado nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste em relação ao ano anterior. A exceção fica por conta da região Norte, que registrou aumento na severidade e no número de municípios afetados pela seca moderada e severa, com destaque para o estado do Amazonas. 

A Região Nordeste sobressai como a área de maior vulnerabilidade dentro desse ciclo agrícola. Ao todo, 157 municípios nordestinos estão enquadrados nos níveis mais graves de monitoramento, somando 131 cidades em risco alto e 26 no nível muito alto de perda de safra. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) citados no relatório mostram impactos diretos na produção de culturas como o feijão-caupi, feijão cores e o milho em estados como Paraíba, Bahia, Piauí, Alagoas e Pernambuco, onde o estresse hídrico nas fases de floração e enchimento de grãos reduziu o potencial produtivo. 

O monitoramento da severidade é realizado por meio do Índice Integrado de Seca (IIS), que combina o indicador de chuva (SPI1), a anomalia de umidade do solo a um metro de profundidade e o Índice de Saúde da Vegetação (VHI). A identificação detalhada das cidades sob risco crítico fornece subsídios técnicos fundamentais para direcionar ações preventivas, orientar o planejamento agrícola e apoiar as comunidades rurais mais atingidas pela estiagem. 

 

Detalhamento dos Impactos Regionais e por Cultura 

  • Paraíba: A escassez hídrica e a distribuição irregular de chuvas no Sertão comprometeram a 2ª safra de feijão-cores, feijão-caupi e milho, resultando em elevadas proporções de áreas em condições regulares ou ruins. 
  • Bahia: O menor volume pluviométrico afetou a 2ª e 3ª safras de feijão-caupi e feijão-cores em fases reprodutivas críticas. Na 2ª safra de milho, a colheita encerrou-se com produtividade 38,5% inferior à estimativa inicial. 
  • Piauí e Pernambuco: A estiagem em fases reprodutivas provocou perdas na produtividade média do feijão-caupi de plantio tardio. Em Pernambuco, apesar do bom início de safra para o milho, a redução posterior das chuvas comprometeu o rendimento final. 
  • Alagoas e Sergipe: No Sertão alagoano, a persistência da seca reduziu o potencial do feijão-cores e levou lavouras de milho a serem retrabalhadas para silagem e pastejo. Em Sergipe, os baixos volumes de agosto encurtaram o ciclo do milho e confirmaram baixas produtividades. 
  • Região Norte: O estado do Amazonas destacou-se com 2 municípios em condição de seca severa e 27 em seca moderada em setembro. Em Roraima, a irregularidade de chuvas entre junho e julho afetou drasticamente a 3ª safra de milho. 
  • Região Sudeste: Em Minas Gerais, a restrição hídrica resultou numa estimativa para a produção de milho 9,4% inferior à safra anterior.
  • Região Sul: No Paraná e no Rio Grande do Sul, a estiagem e a umidade insuficiente comprometeram o vigor vegetativo e a qualidade do feijão-cores e feijão-preto. 

 

Funcionamento do Monitoramento Técnico

A metodologia do IIS combina dados hidroclimáticos para inferir perdas na produção. Secas nas categorias entre moderada e excepcional sinalizam diferentes níveis de impacto: 

  • Quando ocorrem no início do plantio: provocam o atraso no calendário agrícola. 
  • Quando incidem no meio do ciclo fenológico das culturas: indicam quebra direta de safra.
     
Compartilha esta notícia:

Notícias relacionadas