19 de Agosto, 2026 12h08mSaúde por Agência Brasil

Fundação lança edital para ampliar acesso à saúde mental em São Paulo

Com o objetivo de fortalecer iniciativas que proporcionem o acesso ao cuidado com a saúde mental nas periferias do estado de São Paulo, a Fundação Tide Setúbal lançou a terceira edição do Edital Territórios Clínicos

Com o objetivo de fortalecer iniciativas que proporcionem o acesso ao cuidado com a saúde mental nas periferias do estado de São Paulo, a Fundação Tide Setúbal lançou a terceira edição do Edital Territórios Clínicos. Serão selecionadas dez organizações, grupos e coletivos de todo o estado para receber apoio financeiro e acompanhamento técnico ao longo de três anos. 

As inscrições estão abertas até 31 de agosto de 2026 e devem ser feitas exclusivamente pela plataforma do edital. Podem se inscrever organizações da sociedade civil, coletivos e grupos, com ou sem CNPJ, que atuem no estado de São Paulo e desenvolvam iniciativas voltadas ao atendimento psicológico ou psicanalítico, à formação de profissionais ou à produção de conhecimento em saúde mental.  

Ao todo, serão investidos R$ 2 milhões, com aporte de R$ 200 mil para cada organização selecionada. Segundo a entidade, as organizações selecionadas também participarão de um processo de formação e fortalecimento institucional voltado à sustentabilidade das organizações e à ampliação do impacto de suas ações. 

Desde o ano em que foi criado, em 2021, o edital apoiou 17 organizações e destinou R$ 2,2 milhões para o apoio a esses grupos. Na segunda edição, uma campanha de matchfunding (financiamento coletivo tradicional com o aporte de parceiros institucionais ou empresas) arrecadou R$ 597.476. 

De acordo com a coordenadora do Programa Saúde Mental e Territórios Periféricos da Fundação Tide Setúbal, Fernanda Almeida, a iniciativa reconhece a importância e a centralidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Rede de Atenção Psicossocial.  

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“Mas também entendemos que diante da dimensão e da complexidade dos desafios no campo da saúde mental, a rede pública, sozinha, não consegue responder a toda a demanda, especialmente nos territórios periféricos”.  

Segundo ela, o compromisso da fundação é o de colaborar com as políticas públicas, ampliando a capacidade de cuidado, de construção de espaços de escuta e de formulação de dispositivos clínicos nesses territórios periféricos, fomentando coletivos que entendam os sofrimentos causados pela desigualdade, violência e diversas formas de preconceito e precarização do trabalho. 

“Acreditamos que as respostas mais potentes para os desafios da saúde mental também nascem dos próprios territórios e que fortalecer essas experiências é fortalecer o futuro das políticas públicas”, explicou. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas convivem com transtornos mentais no mundo. No Brasil, as licenças médicas por ansiedade e depressão cresceram 68% em 2024 em relação ao ano anterior, enquanto os atendimentos em saúde mental pelo SUS seguem em expansão. 

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