
Durante a Copa do Mundo, bebês nascidos nas maternidades da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro voltam para casa com lembranças especiais. A equipe do Hospital Estadual da Mãe, em Mesquita, na Baixada Fluminense, por exemplo, preparou certificados de “Minha Primeira Copa”, touquinhas com a bandeira do Brasil e impressão de Árvore da Vida nas cores da bandeira.
A Árvore da Vida é a impressão da placenta com informações sobre data, peso, altura, horário e local de nascimento, decorada com as cores na bandeira nacional.
“Para mim, foi um momento maravilhoso, pois minha filha nasceu durante um período festivo, com saúde e todo o suporte necessário.”
Bebês nascem durante a Copa do Mundo e recebem lembranças em hospitais do Rio. Rodrigo Gorosito/SESRJ
Fantoches
No Hospital Estadual Ricardo Cruz, em Nova Iguaçu, o teatro de fantoches da unidade entrou no clima do torneio da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Os bonecos que alegram as crianças e adultos durante a internação agora vestem a camisa da Seleção do Brasil.
A apresentação de fantoches alegrou a pequena Helena, de dois anos. Para a mãe da menina, Tainá Teixeira, moradora de Araruama, na Região dos Lagos, o teatro trouxe alívio durante o difícil momento de internação por estomatite e amigdalite. A criança ficou sem comer por uma semana e precisou ser hospitalizada para receber medicamentos e hidratação por meio de soro. Tainá destacou a importância dos fantoches no hospital para distrair as crianças.
“Helena ficou muito tempo acamada e ligada ao soro. Agora, com mais liberdade, ela pôde brincar e ter contato com outras crianças. Essa atividade distrai e ajuda muito na recuperação delas.”
Terapia
Rainara Cruz, integrante da Comissão de Pele, responsável pelo cuidado de pacientes com lesões, é a profissional que dá vida aos bonecos Ricardinho e Mika. As apresentações do projeto “Plantão da Alegria, arte todo dia” são realizadas nas enfermarias, com perguntas sobre os jogos do Brasil na Copa do Mundo e os artilheiros da seleção. “É muito bom ver a alegria dos pacientes, principalmente das crianças. É muito gratificante.”
As ações promovidas têm funções terapêuticas, como explica a integrante da Assessoria de Humanização da secretaria Gleice Melo Moura.
"Elas têm um papel importante no processo de recuperação dos pacientes, contribuem para o bem-estar emocional, reduzem o estresse da internação e fortalecem os vínculos entre pacientes, parentes e equipes de saúde. São atividades que deixam o ambiente hospitalar mais acolhedor.”

