18 de Novembro, 2025 14h11mPolítica por Rádio Agência Nacional

No Senado, diretor da PF critica PL Antifacção por reduzir recursos

R$ 12 bilhões: esse é o tamanho da fraude envolvendo o Banco Master, alvo de ação da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (18). O número foi confirmado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que esteve na CPI do Crime Organizado no Senado. Ele não precisou exatamente quanto disso vai voltar para os cofres públicos, mas comentou o que foi apreendido na casa de um dos alvos da operação. "Em dinheiro, apreendemos na residência de um investigado R$ 1,6 milhão nessa operação de hoje"

R$ 12 bilhões: esse é o tamanho da fraude envolvendo o Banco Master, alvo de ação da Polícia Federal (PF) nesta terça-feira (18). O número foi confirmado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que esteve na CPI do Crime Organizado no Senado.

Ele não precisou exatamente quanto disso vai voltar para os cofres públicos, mas comentou o que foi apreendido na casa de um dos alvos da operação.

"Em dinheiro, apreendemos na residência de um investigado R$ 1,6 milhão nessa operação de hoje".

Andrei Rodrigues esteve na comissão como convidado - o primeiro desde que a CPI foi instalada. Ele fez um panorama das ações da PF e um apelo para que os parlamentares modifiquem o Projeto de Lei (PL) Antifacção, que está na quarta versão e pode chegar a uma quinta antes da votação prevista para esta terça-feira.

Uma das preocupações é com relação à legislação. Em haver choque de normas, provocando confusões processuais. Outra preocupação é com relação ao financiamento, à redução de recursos para a Polícia Federal e para os fundos de operacionalização, de combate ao crime e às drogas, por exemplo.

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"Estamos falando de descapitalizar o crime organizado. Não podemos fazer uma proposta de descapitalize a Polícia Federal. Há, ali, a retirada de recursos dos fundos federais, inclusive do Funapol, que é o fundo da PF, mas também do Fundo de Segurança Pública, do Fundo Antidrogas. De fato isso traria um prejuízo, uma redução de recursos para a Polícia Federal".

E completou: "Segurança pública custa caro, sim. Agora mais caro custa a violência e os resultados nefastos que isso traz".

A CPI do Crime Organizado ainda está na fase inicial de ouvir autoridades. Para esta quarta-feira, estão previstos os depoimentos do diretor de Inteligência Penal da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Antônio Glautter Morais, e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que investiga o Primeiro Comando da Capital (PCC) desde o início dos anos 2000.

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