25 de Agosto, 2026 08h08mMeio Ambiente por Rádio Agência Nacional

Consórcio Nordeste negocia recursos na COP17 da ONU

Acontece, na Mongólia, a Conferência das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP17). E a delegação brasileira negocia financiamento para medidas globais para enfrentar esse problema. Representantes do Consórcio Nordeste, que reúne os estados da região, estão em Ulaanbaatar, capital da Mongólia, para captar recursos para projetos de segurança hídrica, transição energética e restauração do bioma Caatinga

Acontece, na Mongólia, a Conferência das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (COP17). E a delegação brasileira negocia financiamento para medidas globais para enfrentar esse problema. 

Representantes do Consórcio Nordeste, que reúne os estados da região, estão em Ulaanbaatar, capital da Mongólia, para captar recursos para projetos de segurança hídrica, transição energética e restauração do bioma Caatinga.

As apresentações detalham o chamado "recaatingamento": a recuperação de áreas degradadas com a participação das populações locais. Segundo a ONU, a degradação do solo já afeta até 40% das terras do mundo.

Um dos objetivos da delegação é fortalecer o Fundo Caatinga, para centralizar recursos e reduzir custos operacionais de projetos individuais.

Agenda de compromissos

Após participação no painel "Financiamento Climático para Regiões Semiáridas", nessa segunda-feira; hoje, o tema é água, segurança hídrica e formas de acesso em regiões áridas e semiáridas. E, amanhã, quarta-feira, o Consórcio Nordeste trata da "Restauração da Caatinga e Justiça Climática".

No último dia de agenda, participam dos painéis "Governança no Combate à Desertificação" e "Nordeste como Laboratório Global de Soluções".

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Os representantes também levaram para a COP17 o Plano Brasil Nordeste de Transformação Ecológica. São projetos que abrangem infraestruturas de convivência com a seca, como cisternas, barragens subterrâneas, reuso de água e dessalinização.

Em paralelo, acontecem reuniões bilaterais com o Banco Mundial, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (da ONU) e o Banco dos BRICS.Os projetos estão divididos em três linhas: segurança hídrica como infraestrutura de adaptação; transição energética e industrialização de baixo carbono, como hidrogênio verde e combustíveis renováveis em Pecém (CE), Suape (PE) e Santo Amaro das Brotas (SE); e a restauração da terra e a bioeconomia da Caatinga.

A Conferência da ONU para o Combate à Desertificação vai até o dia 28 de agosto.

*Com informações da Agência Brasil.

2:15

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