24 de Outubro, 2025 08h10mMeio Ambiente por Rádio Agência Nacional

Justiça define calendário de audiências sobre Brumadinho

A Justiça Federal em Belo Horizonte definiu um calendário de audiências de instrução sobre o caso do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, no município de Brumadinho, em Minas Gerais. As imagens do rompimento da barragem, em janeiro de 2019, correram o mundo. A avalanche de rejeitos destruiu parte da cidade mineira de Brumadinho e 272 pessoas morreram soterradas. A lama chegou até o rio Paraopebas e se espalhou por outros municípios

A Justiça Federal em Belo Horizonte definiu um calendário de audiências de instrução sobre o caso do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, no município de Brumadinho, em Minas Gerais.

As imagens do rompimento da barragem, em janeiro de 2019, correram o mundo.

A avalanche de rejeitos destruiu parte da cidade mineira de Brumadinho e 272 pessoas morreram soterradas.

A lama chegou até o rio Paraopebas e se espalhou por outros municípios.

De acordo com o calendário definido pela Justiça em Belo Horizonte, as audiências vão acontecer entre fevereiro de 2026 e maio de 2027.

Nessa fase, serão ouvidas testemunhas e acusados pelas 272 mortes, no Tribunal Regional Federal da 6ª Região, em Belo Horizonte.

A decisão mantém o desmembramento, estabelecido em 2023, de uma ação voltada aos homicídios qualificados e duas outras, aos crimes ambientais atribuídos à Vale, operadora da barragem, e à consultora alemã TÜV SÜD.

Os primeiros a serem ouvidos serão os familiares das vítimas fatais.

Também prestarão depoimentos sobreviventes, bombeiros, engenheiros, peritos e testemunhas.

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Os interrogatórios dos 15 réus estão marcados para março e maio de 2027.

Os réus estrangeiros devem depor por meio de carta rogatória, que é um instrumento de cooperação jurídica internacional.

Para a Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos, a decisão é um marco na luta por justiça após 6 anos de impasses.

De acordo com a Vale, até setembro deste ano, foram feitos mais de 9 mil acordos envolvendo cerca de 17 mil pessoas para pagamentos de indenizações individuais.

Em relação às indenizações trabalhistas, foram quase 1,5 mil acordos.

*Com informações da Agência Brasil

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