18 de Agosto, 2026 16h08mInternacional por Agência Brasil

Comércio com Sudeste Asiático deve superar EUA e Europa, diz ministro

Ao receber o representante da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Brasília, nesta terça-feira (18), o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, projetou que o comércio do Brasil com o Sudeste Asiático deve superar os negócios com os

Ao receber o representante da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Brasília, nesta terça-feira (18), o ministro das relações exteriores, Mauro Vieira, projetou que o comércio do Brasil com o Sudeste Asiático deve superar os negócios com os Estados Unidos (EUA) e com a União Europeia (UE) “num futuro próximo”.  

O chanceler lembrou que o comércio brasileiro com a Asean, bloco que reúne 11 países asiáticos, aumentou 10 vezes entre 2003 a 2025, passando de US$ 3 bilhões para US$ 38 bilhões.

A fala ocorreu após reunião com secretário geral da Asean, o cambojano Kao Kim Hourn, em uma agenda para aprofundar as relações com o sudeste asiático. Entre os Estados membros da associação estão Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Timor Leste e Camboja.

O encontro do ministro Mauro Vieira com a Asean ocorre em meio ao recente tarifaço dos EUA contra parte das exportações brasileiras, em um contexto em que o Brasil tenta diversificar exportações para minimizar os impactos econômicos do tarifaço de Donald Trump. 

Vieira manifestou ainda o interesse do Brasil se tornar um “parceiro de diálogo” da Asean, condição hoje restrita aos EUA, União Europeia, Japão, Índia, China, Canadá, Rússia, Austrália e Coréia do Sul.

"Nossas regiões partilham o interesse em promover o desenvolvimento sustentável, ampliar os fluxos de comércio e investimentos e em fortalecer o Sul Global”, disse Vieira.

Convite do Brasil

O representante da Asean Kao Kim Hourn visita o Brasil a convite do governo brasileiro com agendas que vão de hoje até a próxima sexta-feira (21) e previsão de encontros com ministros de Estado, empresários e acadêmicos.

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Na reunião do Itamaraty, o secretário-geral Kao Kim Hourn destacou que espera estreitar as relações com o Brasil. 

“A Asean atribui grande importância à parceria com o Brasil. Desenvolvemos uma das relações mais dinâmicas e sustentáveis ​​na América Latina”, disse o secretário-geral.

Para Kao Kim, o Brasil e a Asean podem desenvolver parcerias na área econômica, via comércio e investimentos, assim como nas áreas de inovação, desenvolvimento sustentável, segurança alimentar, agricultura, energia renovável e ação climática.

“Ressalto ainda que a Asean e o Brasil compartilham um forte compromisso com o multilateralismo baseado em regras, o diálogo e a cooperação internacional. Esse é um ponto fundamental para que países desenvolvidos e emergentes enfrentem juntos seus desafios comuns”, completou o cambojano.

Nos últimos 10 anos, os países da Asean duplicaram seus Produto Interno Brutos (PIBs), passando de US$ 2,5 bilhões para US$ 4,5 bilhões, considerando todos os Estados-membros. Juntos, eles somam mais de 700 milhões de habitantes. 

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