03 de Julho, 2026 13h07mInternacional por Rádio Agência Nacional

Equipes de resgate continuam a atuar após terremotos na Venezuela

Equipes de busca seguem trabalhando nos escombros nas cidades venezuelanas, após os terremotos que devastaram o país. Quase 2,6 mil pessoas perderam a vida. Cerca de 12,4 mil ficaram feridas e 36 mil pessoas ainda seguem desaparecidas. Com os danos causados à estrutura das cidades, a assistência às vítimas se torna ainda mais difícil. A Organização Pan-Americana da Saúde constatou que as oito unidades de saúde das regiões de La Guaira, Caracas e Miranda precisam de ajuda imediata

Equipes de busca seguem trabalhando nos escombros nas cidades venezuelanas, após os terremotos que devastaram o país. Quase 2,6 mil pessoas perderam a vida. Cerca de 12,4 mil ficaram feridas e 36 mil pessoas ainda seguem desaparecidas. Com os danos causados à estrutura das cidades, a assistência às vítimas se torna ainda mais difícil. 

A Organização Pan-Americana da Saúde constatou que as oito unidades de saúde das regiões de La Guaira, Caracas e Miranda precisam de ajuda imediata. Três delas têm danos estruturais. Só em La Guaira, região mais atingida, foram montados 14 acampamentos para os desabrigados.

Em um dos hospitais que resistiram ao tremor, quase cem pacientes estão amontoados em uma ala para apenas oito leitos. A água chega em recipientes levados manualmente, várias vezes ao dia. E resíduos médicos se acumulam nos corredores. A presidenta interina Delcy Rodriguez reafirmou, em coletiva de imprensa nessa quinta (2), que um total de 46 acampamentos foram organizados por núcleos familiares.

Segundo o governo, o necrotério improvisado, ativado no início da emergência, segue os protocolos forenses, para que nenhuma vítima seja sepultada em vala comum. Pelo menos 33 países enviaram equipes de resgate e pessoal médico, junto com 11 hospitais de campanha internacionais. Um dos países que vem oferecendo ajuda é o Brasil, que levou dezenas de pessoas, como o sargento do Corpo de Bombeiros, Vinícius Expedito. Medidores de radiofrequência também foram enviados para encontrar dispositivos, como aparelhos celulares, explica Marcos Rodrigues, da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL).

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Um engenheiro brasileiro, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do Ministério da Integração, Ademar Lopes, lidera uma das operações coordenadas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O objetivo da equipe é analisar o risco estrutural, identificar edificações que serão destruídas e as que ainda têm condições de serem recuperadas.

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