24 de Abril, 2026 20h04mInternacional por Rádio Agência Nacional

EUA confirmam reunião neste sábado para tentar acordo com o Irã

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou hoje (24) que os enviados especiais do governo americano, Steve Witkoff e Jared Kushner, participarão de uma reunião para tentar um acordo com o Irã, na manhã deste sábado (25), no Paquistão. De acordo com ela, o presidente Donald Trump está disposto a dar uma chance para a paz. O ministro de Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, também confirmou pelas redes sociais que estará presente no encontro

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou hoje (24) que os enviados especiais do governo americano, Steve Witkoff e Jared Kushner, participarão de uma reunião para tentar um acordo com o Irã, na manhã deste sábado (25), no Paquistão. De acordo com ela, o presidente Donald Trump está disposto a dar uma chance para a paz.

O ministro de Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, também confirmou pelas redes sociais que estará presente no encontro. A capital paquistanesa, Islamabad, já preparou um forte esquema de segurança para sediar a reunião.

Mesmo com a disposição dos dois países em pelo menos conversar na tentativa de firmar um acordo de paz, a situação no Oriente Médio continua tensa. Explosões e disparos de artilharia foram ouvidos na noite de ontem (23) na fronteira entre Israel e Líbano. Uma nuvem de fumaça marcava a fronteira entre os dois países.

Líderes buscam soluções

Em Chipre, ilha localizada ao sul da Turquia, líderes do Oriente Médio e da Europa estão reunidos para encontrar soluções que possam minimizar os efeitos da guerra. O presidente libanês, Joseph Aoun, destacou que a estabilidade do Líbano é fundamental para a estabilidade da região. Ele também pediu que haja uma cooperação entre as nações para a reconstrução de seu país. O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que as negociações precisam continuar e que está preparado para aliviar gradualmente as sanções contra o Irã.

Estreito de Ormuz

Já na principal rota de transporte de petróleo do Oriente Médio, o Estreito de Ormuz, o bloqueio imposto pelo Irã continua. Centenas de petroleiros ainda estão presos na região, interferindo no preço internacional do barril de petróleo. Os efeitos da dificuldade na distribuição do produto causados pela guerra continuam afetando as companhias aéreas europeias. As empresas alertaram para a falta de combustível de avião dentro de poucas semanas. Caso esse quadro não melhore, alguns voos da Europa podem ser cancelados a partir do fim de maio.

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Sobre esse assunto, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, cobrou, mais uma vez, uma atitude firme da União Europeia e disse que seria muito bem-vindo um esforço da Europa para resolver o impasse de Ormuz, uma vez que a capacidade energética da região é a que mais pode ser afetada.

Custo humanitário

Enquanto a solução para esse conflito não aparece, o custo humanitário é grande. No total, cerca de 2,5 mil pessoas já morreram apenas no Líbano, de acordo com o Centro de Gestão de Desastres Libanês.

*Com informações da agência Reuters

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