25 de Março, 2026 21h03mInternacional por Rádio Agência Nacional

Irã rejeita a proposta dos Estados Unidos para o fim da guerra

O Irã rejeitou a proposta dos Estados Unidos para o fim da guerra. A informação é da agência estatal iraniana. Segundo a TV estatal iraniana Press TV, Teerã recebeu o plano de paz enviado pelos Estados Unidos, mas o considerou "excessivo e desconectado da realidade". Segundo fontes paquistanesas, Washington teria enviado ontem um documento com 15 pontos para um cessar-fogo

O Irã rejeitou a proposta dos Estados Unidos para o fim da guerra. A informação é da agência estatal iraniana.

Segundo a TV estatal iraniana Press TV, Teerã recebeu o plano de paz enviado pelos Estados Unidos, mas o considerou "excessivo e desconectado da realidade".

Segundo fontes paquistanesas, Washington teria enviado ontem um documento com 15 pontos para um cessar-fogo.

A Casa Branca não divulgou o documento, mas, de acordo com o jornal New York Times, o plano exige que o Irã se comprometa, entre outros pontos: a nunca buscar desenvolver armas nucleares; desativar as usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow; acabar com o financiamento a grupos aliados na região, como o Hezbollah; e a criação de uma zona marítima livre no estreito de Hormuz.

Teerã fez uma contraproposta, que, segundo a TV do país, teria como pontos principais: fim das agressões, inclusive contra grupos de resistência da região, como o Hezbollah; garantias de que não haverá uma nova guerra contra o Irã; pagamento de indenização pelos danos causados pela guerra; reconhecimento internacional e garantias quanto ao direito do Irã sobre o estreito de Ormuz.

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As negociações estão sendo mediadas pelo Paquistão, e o Irã disse que a Turquia também está envolvida nas tentativas de acordo.

Enquanto não há esse acordo, os bombardeios continuam tanto no Irã quanto em países vizinhos. Mísseis atingiram hoje tanto a capital iraniana, Teerã, quanto a capital israelense, Tel Aviv.

No Líbano, a operação por terra tem se aprofundado, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que pretende aumentar a área da zona tampão no sul do país. Tropas israelenses já têm destruído pontes e casas em uma área que corresponde a 30 quilômetros dentro do território libanês.

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