16 de Março, 2026 19h03mInternacional por Rádio Agência Nacional

Israel inicia operação terrestre no Líbano; 800 mil estão desabrigados

Israel iniciou operações terrestres no Líbano. Segundo o governo israelense, o objetivo é destruir a infraestrutura do Hezbollah. A operação se concentra no sul do Líbano, de onde milhares de moradores tiveram que fugir nas últimas semanas por causa dos ataques. Mais de 800 libaneses foram mortos no país desde o início dos bombardeios e 800 mil estão desabrigados. Doa está em um abrigo com a filha pequena e diz que torce para que os ataques acabem não voltem. “Quero que minha filha viva sem passar por isso

Israel iniciou operações terrestres no Líbano. Segundo o governo israelense, o objetivo é destruir a infraestrutura do Hezbollah. A operação se concentra no sul do Líbano, de onde milhares de moradores tiveram que fugir nas últimas semanas por causa dos ataques. Mais de 800 libaneses foram mortos no país desde o início dos bombardeios e 800 mil estão desabrigados.

Doa está em um abrigo com a filha pequena e diz que torce para que os ataques acabem não voltem.

“Quero que minha filha viva sem passar por isso. Minha geração passou a vida inteira em meio a guerras”, disse ela.

Israel também anunciou uma nova onda de ataques contra a capital iraniana, Teerã. Até agora, mais de 1,3 mil pessoas morreram no país e não há a perspectiva de que o conflito acabe nos próximos dias.

Hoje, 16, o ministro de relações exteriores do Irã, Abbas Araghchi, negou que tenha pedido um cessar-fogo aos Estados Unidos e diz que a guerra deve acabar de uma forma que ela não se repita mais. Araghchi também disse que o Estreito de Ormuz, canal por onde passa boa parte do petróleo mundial, não está totalmente fechado e que o bloqueio é apenas para países aliados dos Estados Unidos e Israel na guerra.

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No domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o Irã havia solicitado um cessar-fogo e teria pressionado países aliados, e que dependem do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz, a ajudarem na liberação do canal. Ele citou, inclusive, a China. As respostas até agora têm sido, na maioria, negativas. O ministro da defesa da Alemanha, Boris Pistorius, disse que essa não é uma guerra alemã. "Não começamos esse conflito", disse ele. Itália e Grécia também rejeitaram o pedido de Trump.

A Coreia do Sul disse que tomou nota do pedido, mas não respondeu ainda. A China não se manifestou.

*Com informações da agência Reuters

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