06 de Janeiro, 2026 09h01mInternacional por Agência Brasil

Em carta, CNBB expressa apoio à Igreja na Venezuela

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou carta à presidência da Conferência Episcopal Venezuelana manifestando solidariedade diante do atual contexto vivido no país, após ataque conduzido pelo governo norte-americano

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou carta à presidência da Conferência Episcopal Venezuelana manifestando solidariedade diante do atual contexto vivido no país, após ataque conduzido pelo governo norte-americano. 

No documento, divulgado nas redes sociais, a CNBB avalia o cenário no país vizinho como um momento marcado por tensões, sofrimentos e incertezas que atingem o povo venezuelano. 

“Como pastores da Igreja na América Latina, partilhamos a dor do povo que sofre e renovamos nossa esperança na força do Evangelho da paz desarmada e desarmante”, completou o comunicado.

Na carta, a CNBB cita o diálogo sincero, a justiça e o respeito à dignidade da pessoa humana e à soberania das nações como único caminho capaz de promover o bem comum, além de “fortalecer a democracia e “construir uma convivência social marcada pela reconciliação e pela paz duradoura”. 

“Que o Espírito Santo continue a sustentar a missão profética da Igreja na Venezuela, concedendo serenidade, sabedoria e fortaleza a todos e conduzindo o povo venezuelano pelos caminhos da unidade e da esperança.”

Entenda 

No último sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros da capital venezuelana Caracas. Em meio ao ataque militar, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa Cilia Flores foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York. 

Publicidade

O ataque marca novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando militares sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.

O governo de Donald Trump oferecia recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

Publicidade

Comentários

Notícias relacionadas

Família confirma morte de modelo do DF em terremoto na Venezuela

A brasiliense Vanessa Zacarias da Silva, de 44 anos, é uma das vítimas do terremoto que atingiu a Venezuela na noite da última quarta-feira (24). A informação foi divulgada por familiares por mei

26 de Junho, 2026

Terremoto na Venezuela provoca tremores em estados do Norte do Brasil

Os terremotos na Venezuela na noite dessa quarta-feira desencadearam uma energia muito forte que atingiu um raio de até 600 km ou mais. Tremores foram sentidos em várias cidades brasileiras da regi

25 de Junho, 2026

Detido nos EUA, Maduro fala em união após terremoto na Venezuela

Detido nos Estados Unidos, o presidente afastado da Venezuela, Nicolas Maduro, enviou uma mensagem ao seu país após o terremoto registrado nesta quarta-feira (25). Nas redes sociais, Maduro manifest

25 de Junho, 2026