15 de Novembro, 2025 15h11mInternacional por Rádio Agência Nacional

Alckmin vê avanços em corte tarifário dos EUA; negociação continua

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, manifestou neste sábado (15) otimismo com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar a chamada “taxa de reciprocidade” de 10% que havia sido imposta a todos os países, em abril deste ano. Na prática, a decisão reduz em 10 pontos percentuais as tarifas impostas sobre diversos alimentos, como café, carne bovina e frutas. Essas tarifas, que eram de 50%, caem agora para 40%

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, manifestou neste sábado (15) otimismo com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar a chamada “taxa de reciprocidade” de 10% que havia sido imposta a todos os países, em abril deste ano. Na prática, a decisão reduz em 10 pontos percentuais as tarifas impostas sobre diversos alimentos, como café, carne bovina e frutas. Essas tarifas, que eram de 50%, caem agora para 40%.

Em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília, Alckmin disse que o governo vai trabalhar para "corrigir distorções" contra as outras tarifas que continuam em vigor. Ele lembrou que antes da ordem executiva publicada ontem (14) pelo governo norte-americano, o Brasil tinha 23% de suas exportações para o país com tarifa zero. E, após o anúncio, essa porcentagem de itens isentos de tarifa subiu.

“Com essa decisão, aumentou para 26% a exportação brasileira zerada, sem alíquota. Então foi positivo e vamos continuar trabalhando. A conversa do presidente Lula com o presidente Trump foi importante, no sentido do diálogo e da negociação. E também o encontro do chanceler Mauro Vieira com o secretário de Estado, Marco Rubio".

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O vice-presidente ressaltou ainda que o comércio exterior brasileiro vive um momento robusto, com as exportações batendo recordes na casa dos US$ 290 bilhões, de janeiro a outubro. E destacou também a abertura de quase 500 novos mercados, além da assinatura de diversos acordos comerciais.

Integrantes do governo Lula comemoraram a decisão. Pelas redes sociais, o ministro Rui Costa disse que a decisão dos Estados Unidos reforça a força do Brasil no cenário internacional, e que isso é resultado da atuação firme e estratégica do governo Lula, em defesa da soberania e dos interesses nacionais. Já a ministra Gleisi Hoffman, em uma breve postagem no Instagram, destacou que “Lula sabe o que faz, e quem ganha é o Brasil”.

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