16 de Junho, 2025 13h06mInternacional por Agência Brasil

Egito e milícias da Líbia bloqueiam marcha global a Gaza

A Marcha Global a Gaza, marcada para ocorrer nesse domingo (15), foi impedida pelas autoridades egípcias de seguir até a fronteira com o território palestino

A Marcha Global a Gaza, marcada para ocorrer nesse domingo (15), foi impedida pelas autoridades egípcias de seguir até a fronteira com o território palestino. Já o comboio que vinha do Norte da África foi bloqueado por milícias que controlam o leste da Líbia, segundo informações da organização da manifestação. Além disso, lideranças da marcha foram detidas e deportadas do Cairo, capital do Egito.   

“A Marcha Global para Gaza pede a libertação de todos os participantes detidos. Dois coordenadores internacionais foram detidos ilegalmente no final de semana e processados ​​para deportação”, disse, em nota, a organização do protesto.

A brasileira Adriana Machado, do Partido da Causa Operária (PCO), viajou para a manifestação, mas contou à Agência Brasil que a marcha foi proibida de seguir viagem pelas forças de segurança do Egito, que prendeu e deportou muitos ativistas.

“Muitas pessoas que estavam no posto de checagem, no meio da estrada, ainda estão desaparecidas. No nosso hotel em Ismalia, tentamos ir a um restaurante e policiais armados interrogaram nosso motorista de táxi. Quando perguntamos o que estava acontecendo, eles falaram que poderíamos voltar para o Cairo ou para o aeroporto. Qualquer outro lugar, seríamos presos”, disse a brasileira, que saiu ontem do Cairo.

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Um dos principais organizadores da manifestação, Saif Abukeshek, afirmou que outras iniciativas serão realizadas fora do Egito devido às condições impostas pelo governo do país árabe.

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"Nosso movimento global para acabar com o genocídio do povo palestino não será dissuadido. Mais ações e iniciativas já estão em andamento”, disse Abukeshek.

Israel pediu que o Egito impedisse que os manifestantes marchassem até a fronteira com Gaza e, na última sexta-feira (11), ao menos 200 pessoas já haviam sido deportadas. O governo do Egito exigia que os manifestantes tivessem autorização do país para participar da marcha. Já a organização informou que vinha solicitando todas as permissões exigidas. 

O chamado comboio Sumood, que saiu em caravanas de países do Norte da África – como Tunísia, Marrocos, Argélia, Mauritânia e Líbia – informou que foram impedidos de seguir viagem até o Egito devido à atuação das milícias Khalifa Haftar’s que controlam o leste da Líbia.

“O comboio foi parado, perseguido e teve vários membros detidos por essas milícias apoiadas por Israel e pelos Emirados Árabes Unidos. Em contraste, o comboio recebeu total apoio e acolhida pelas comunidades no oeste da Líbia, que demonstraram solidariedade e ofereceram ajuda logística”, disse, em comunicado, a organização do protesto.

Um dos organizadores informou que, por enquanto, a prioridade é a libertação dos 13 detidos, incluindo líbios, argelinos e tunisianos. “O comboio avançará em breve para o último ponto seguro perto da fronteira, onde espera estabelecer uma base de resistência firme”, concluiu o informe.

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