19 de Dezembro, 2025 15h12mGeral por Agência Brasil

Mesmo com vazamento sanado, plataforma da Petrobras segue sem produção

A plataforma de produção de petróleo e gás P-40, da Petrobras, segue com a operação interrompida nesta sexta-feira (19), após a identificação de um vazamento de gás na quinta-feira (18)

A plataforma de produção de petróleo e gás P-40, da Petrobras, segue com a operação interrompida nesta sexta-feira (19), após a identificação de um vazamento de gás na quinta-feira (18).

A estrutura fica no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos, costa do Rio de Janeiro, e registra adesão à greve nacional de petroleiros, iniciada na segunda-feira (15).

“Como medida preventiva, todas as linhas foram despressurizadas, e a produção da unidade foi temporariamente paralisada”, afirmou a estatal em comunicado.

A companhia acrescenta que não houve ameaça à segurança das equipes. A empresa vai criar uma comissão especial para “investigar minuciosamente as causas do vazamento”.

A produção das demais plataformas da Bacia de Campos segue normalmente.

Volta da operação

Procurada pela Agência Brasil, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que acompanha a ocorrência e que não há registro de vítimas nem impacto ambiental.

A ANP, vinculada ao Ministério de Minas e Energia, é o órgão regulador da indústria do petróleo no país.

Segundo a agência, a Petrobras informou que os reparos estão em andamento. “O retorno à produção estará condicionado à verificação de segurança e apresentação de evidências técnicas à ANP”, assinala o órgão.

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A ANP solicitou à Petrobras informações detalhadas sobre a ocorrência, medidas adotadas e eventuais impactos, além de relatório técnico no prazo de 30 dias, “inferior ao máximo previsto na regulação (90 dias), devido à criticidade do evento”.

Greve

A greve nacional de petroleiros da companhia entrou no quinto dia. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) aponta que a P-40 estava sob controle de equipes de contingência, quando aconteceu o vazamento.

De acordo com sindicatos ligados à FUP, “o episódio expõe riscos decorrentes da definição unilateral das contingências pela empresa”.

A estatal descarta a correlação e diz que “o incidente não tem relação com o movimento de paralisação de trabalhadores da Petrobras”.

Reivindicação

A categoria cruzou os braços por impasse em relação as seguintes reivindicações:

 Melhorias no plano de cargos e salários;  Solução para os Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros (fundo de pensão da categoria);  Defesa da pauta Brasil Soberano, que defende a manutenção da Petrobras como empresa pública e um modelo de negócios voltado ao fortalecimento da estatal.

Segundo a FUP, entre as unidades com adesão à greve estão nove refinarias, 28 plataformas de produção marítima, 16 terminais operacionais, quatro termelétricas, duas usinas de biodiesel e dez instalações terrestres operacionais.

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