14 de Julho, 2026 16h07mEsportes por Agência Brasil

Jogos Parasul-Americanos: Brasil e Argentina decidem futebol de cegos

O clima de Copa do Mundo estará presente no último dia dos Jogos Parasul-Americanos, que acontecem em Valledupar (Colômbia)

O clima de Copa do Mundo estará presente no último dia dos Jogos Parasul-Americanos, que acontecem em Valledupar (Colômbia). Nesta quarta-feira (15), a partir das 18h (horário de Brasília), o clássico entre Brasil e Argentina decidirá o campeão do futebol de cegos. O evento tem transmissão ao vivo no canal do YouTube da Señal Colômbia, emissora pública local. 

O Brasil ainda não foi vazado na competição e ganhou quatro dos cinco jogos da primeira fase, que reuniu seis países e foi disputada em turno único. O último triunfo foi sobre o Peru, por 5 a 0, na última segunda-feira (13), em Agustín Codazzi, cidade a cerca de 62 quilômetros de Valledupar.

A rivalidade entre brasileiros e argentinos no futebol de campo é ainda mais acirrada na versão adaptada para atletas com deficiência visual. Tratam-se das únicas seleções a conquistarem as oito edições já realizadas do Campeonato Mundial. Cinco finais foram justamente entre os dois países. O Brasil levou a melhor em quatro (1998, 2000, 2014 e 2018), perdendo apenas em 2006.

A seleção verde e amarela é a maior vencedora do Mundial, com cinco títulos, o último justamente contra os hermanos, em 2018, em Madri (Espanha). Os argentinos, porem, são os atuais campeões. Na edição de 2023, em Birmingham (Reino Unido), eles venceram a China, que tinha eliminado os brasileiros na semifinal.

Antes dos Jogos Parasul-Americanos, Brasil e Argentina não se enfrentavam desde que ambas decidiram vaga à final da Paralimpíada de Paris (França), em 2024. Após o empate sem gols no tempo normal, os hermanos venceram nos pênaltis por 4 a 3. Cinco vezes medalhistas de ouro, os brasileiros caíram na semifinal paralímpica do futebol de cegos pela primeira vez.

A última final entre as duas equipes foi a da Copa América de 2022, em Córdoba (Argentina). Os donos da casa levaram a melhor nas penalidades, por 2 a 1, depois de as redes não balançarem durante o tempo normal.

Os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar estão chegando ao fim, mas o Brasil segue no topo! 🇧🇷🔝 No 12º dia de competições, os brasileiros subiram ao pódio 41 vezes para alcançar as 161 medalhas na competição. 🥇🥈🥉 Confira os resultados dos brasileiros nas provas da natação,… pic.twitter.com/vtBTLe3T4N

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— Comitê Paralímpico Brasileiro (@BraParalimpico) July 14, 2026

Mais que centenária

A campanha do Brasil nos Jogos Parasul-Americanos segue dominante. A última segunda foi o dia que a delegação mais obteve medalhas desde o começo do evento, há 11 dias. Foram 41 pódios, sendo 13 com brasileiro no topo, além de 17 pratas e 11 bronzes.

A delegação verde e amarela encerrou a segunda com 161 medalhas no total: 70 douradas, 57 prateadas e 34 bronzeadas. São 21 ouros a mais que a anfitriã Colômbia, segunda colocada no quadro. Na comparação com o último domingo (12), a novidade foi Argentina (21 topos de pódio) e Venezuela (16) ultrapassarem o Chile, que estava em terceiro.

O atletismo foi a modalidade que mais rendeu medalhas ao Brasil na segunda. Das 19 arrematadas nas provas de pistas e de campo, foram seis de ouro, sete de prata e seis de bronze. Destaque para a dobradinha feminina nos 400 metros da classe T12 (baixa visão), com vitória da capixaba Lorraine Aguiar, seguida pela rondoniense Ketyla Teodoro.

Também houve dobradinha nos 100 metros livre da natação na classe S14 (deficiência intelectual), com a mineira Ana Karolina Soares levando o ouro e a paulista Stephanie Ariodante ficando com a prata. A modalidade rendeu 14 medalhas ao Brasil na segunda.

Na bocha, que reúne esportistas com paralisia cerebral severa ou lesões medulares, os brasileiros conquistaram dois ouros, ambos no feminino. Pela classe BC2 (atletas que conseguem arremessar sem auxílio), a vitória foi da cearense Clarice Sobreira. Já a paulista Débora Bargas foi a campeã na classe BC3 (utilizam instrumentos para fazer as jogadas, como uma calha, e contam com o auxílio de um assistente sem deficiência, chamado calheiro).

Outro ouro veio no tiro com arco, na disputa por equipes mistas da classe W1 (atletas com deficiências graves em braços e pernas). A parceria ganhadora foi formada pela paranaense Juliana da Silva e pelo cearense Eugênio Franco - que foi o representante brasileiro mais velho nos Jogos de Paris, aos 64 anos.

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