15 de Abril, 2026 13h04mEconomia por Agência Brasil

Mulheres agregam diversidade na mesa do trabalhador, diz ministra

Primeira mulher a ocupar o cargo de ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavelli disse que as mulheres do campo têm ajudado significativamente a aumentar a variedades de alimentos que chegam na mesa da população

Primeira mulher a ocupar o cargo de ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiavelli disse que as mulheres do campo têm ajudado significativamente a aumentar a variedades de alimentos que chegam na mesa da população.

Machiavelli participou, nesta quarta-feira (15), do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Ela informou também que, estatisticamente, o número de mulheres rurais nas propriedades é equilibrado, na comparação com o de homens.

Segundo Fernanda Machiavelli, enquanto a agricultura empresarial está focada em apenas quatro ou cinco variedades de grãos (além das carnes), a agricultura familiar produz mais de 400 variedades de alimentos. “Isso só no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos”.

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Quintais produtivos

“Então, esse [alimento no] prato diversificado e colorido que está hoje na nossa mesa, que tem oferta cada vez mais abundante, é produzido prioritariamente por mulheres. Mulheres que têm os seus quintais produtivos”, disse.

Ela acrescentou que, acatando reivindicações da Marcha das Margaridas, o governo federal desenvolveu programas de apoio à estruturação da produção “ali em volta da casa”, para a criação de animais e para a produção variada de alimentos.

“Já são 103 mil quintais que estruturamos para as mulheres”, destacou ao lembrar que, em meio às sobrecargas do trabalho, as mulheres rurais costumam cuidar, também, “de todo o trabalho reprodutivo”.

Atividades básicas

Nesse sentido, segundo a ministra, o governo tem ouvido das mulheres que trabalham na agricultura familiar, relatos sobre dificuldades e desafios de conciliar o trabalho rural com o doméstico.

FOTO DE ARQUIVO - Primeira Lavanderia Coletiva e Agroecológica instalada em área rural no Brasil. A iniciativa, desenvolvida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), no Assentamento Mulugunzinho, em Mossoró (RN), e deve beneficiar diretamente 80 famílias assentadas. Foto: MDA/Divulgação - MDA/Divulgação

Entre as tarefas trabalhosas citadas por elas, está a de lavar as roupas – constatação que acabou por viabilizar, com a ajuda de algumas cooperativas organizadas nos assentamentos, a instalação de lavanderias coletivas agroecológicas em algumas comunidades.

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“A maioria das mulheres não tem acesso a uma máquina de lavar roupa, atividade que acaba acontecendo manualmente, levando tempo. O que fizemos? Instalamos uma lavanderia coletiva, com máquinas industriais, a ser gerida pela associação de mulheres. Lá dentro tem uma brinquedoteca, para as mulheres deixarem as crianças enquanto estão lavando a roupa”, disse a ministra.

“É também um espaço para se encontrar, tratar de questões da vida comunitária”, acrescentou ao explicar algumas das ações do governo, implementadas com o objetivo de garantir, às mulheres, “acesso ao bem viver”.

Máquinas e equipamentos

Fernanda Machiavelli citou também, entre as ações governamentais, algo considerado fundamental para quem está no ambiente rural: o acesso a máquinas e equipamentos.

“Assim como no meio urbano, as mulheres no meio rural também querem máquinas para poupar tempo. Além de lavanderias coletivas, querem roçadeiras e máquinas que economizam tempo e reduzem a penosidade do trabalho no campo. E querem tecnologias para aumentar o rendimento da produção”, concluiu.

Saiba mais no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

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