29 de Junho, 2026 13h06mCultura por Rádio Agência Nacional

São Marçal reúne grupos e celebra cultura do boi

São Luís do Maranhão celebra nas primeiras horas da manhã desta terça-feira uma das principais festas populares da cidade, ligadas ao Auto do Bumba Boi do Maranhão: é o encontro de Bois nos festejos de São Marçal, no bairro do João Paulo. A festa que reúne milhares de pessoas e brincantes no tradicional encontro dos batalhões de bois de matraca também celebra o Dia Nacional do Bumba Meu Boi

São Luís do Maranhão celebra nas primeiras horas da manhã desta terça-feira uma das principais festas populares da cidade, ligadas ao Auto do Bumba Boi do Maranhão: é o encontro de Bois nos festejos de São Marçal, no bairro do João Paulo. A festa que reúne milhares de pessoas e brincantes no tradicional encontro dos batalhões de bois de matraca também celebra o Dia Nacional do Bumba Meu Boi.

Antigamente a celebração marcava simbolicamente o fim do ciclo junino em São Luís, mas hoje, com os arraiás fora de época que seguem pelo mês de julho e as cerimônias de morte do boi que avançam ainda pelas semanas seguintes, pode-se dizer que o Festejo marca mesmo é o fechamento de uma temporada e o início de outra no calendário do São João ludovicense.

Esta é a edição de número 99 do festejo de São Marçal. A expectativa é que pelo menos 30 grupos de bumba meu boi de sotaque de matraca - também conhecido como sotaque Ilha - passem em cortejos pela Avenida São Marçal, cantando toadas, acompanhados por matracas, pandeirões e tambores-onça, para homenagear o santo, ao longo da terça-feira.

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Apesar de não ser canonizado pela Igreja Católica, São Marçal é considerado o protetor dos brincantes do bumba meu boi do Maranhão. Símbolo de orgulho maranhense atualmente, a festa teve origem, segundo pesquisadores e mestres da cultura, como um movimento de resistência contra o preconceito no passado.

A Festa de São Marçal teria surgido a partir da proibição dos grupos de Bumba meu boi “brincarem” no Centro de São Luís para que fosse mantida a segurança, a ordem e a tranquilidade durante o São João. Mas esse ato encobria a discriminação e o preconceito contra a cultura do Bumba Boi maranhense pela sociedade. Como a polícia da época não deixava os boieiros avançarem para além dos limites do antigo bairro do Areal, onde hoje está o João Paulo, o bairro se tornou o ponto de encontro e também o símbolo de resistência dos grupos de Bumba Boi.

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